EU...

Queria saber mais a meu respeito... Mas nestes meus vinte e um anos de vida eu descobri: sou inconstante, inseguro, t�mido, ambicioso, curioso, pregui�oso, otimista, mut�vel e paciente; eu decidi: ser anticrist�o, deixar o cabelo crescer, fazer minha primeira tatuagem e n�o chorar na frente dos outros; eu desejo: alcan�ar alguns objetivos profissionais, aprender a me impor, ter muito dinheiro, viver 150 anos com sa�de de 20, ser poeta, artista pl�stico e ainda escrever, dirigir e interpretar no teatro; eu acredito: no equil�brio entre o "positivo" e o "negativo" e que sempre h� exce��es em meio �s generaliza��es; eu me tornei: um jovem frustrado com a humanidade, mas n�o com a vida.

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EU LEMBRO...

27/02/2007 11:30
Contra as dores.

Não cultivo sentimentos negativos. Busco a felicidade, a calma, até a apatia. Mas nunca, nunca mesmo, cultivo os sentimentos degradantes. Sempre achei a vida tão curta, mal temos tempo de sorrir, porque chorar em demasia? As pessoas que estão e que já passaram pela minha vida, merecem o meu bem estar e que eu seja uma companhia agradável, e eu também mereço!
Então, a coisa funciona mais ou menos assim: Sinto a dor, a transformo em lágrimas, jogo ela inteirinha para fora, grito se for necessário. Meia dúzia ou até uma dúzia de palavrões são sempre bem vindos nessas horas também. Pronto... Agora a dor já está sob controle. Vamos descarrega-la também de uma forma mais agradável. Eu aumento o som! Dá-lhe Black/Death Metal! A bateria espanca meus tormentos e as cordas das guitarras os degolam. Fico tão mais leve. Vem a fase mais difícil, que é sentir-se bem. Hum... Eu apelo para técnicas femininas nestes casos: Compras! Não precisa gastar muito não. Eu, por exemplo, fico feliz com um Cd de Heavy Metal, um bracelete cheio de pontas, um anel barato de caveira, qualquer coisa! Aí você cai na balada para esbanjar um pouquinho dessa sensação agradável, vai rir com os amigos e mostrar para o mundo que você não se entrega fácil. Fica uma dor oculta, de vez enquanto ela escorre em forma de lágrima novamente, mas, fica mais fácil agora, pós tratamento. Se não surgir uma balada também não é problema, o tempo não vai fechar só por isso, coisas piores já passaram. Melhor mesmo é se olhar no espelho e ver que o mundo não acabou. Modificou-se. Mas alguém conhece ser mais adaptável do que o ser humano? Há quem viva no frio absoluto; no calor infernal; isolado de tudo; junto de tudo; na poluição; até debaixo da terra. Nos adaptamos a tudo! Não é nada fácil, nada mesmo. Mas, se não há escolha...
Os sentimentos não mudam, só a forma de lidar com eles é que mudam. Poeira sacudida. Postura refeita. Um pouquinho de boa vontade. Levante-se, garoto! A linha de chagada ainda está distante.

enviada por Ton






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